Parafuso

Quarto tema-desafio: “Parafuso”, proposto pelo Vilar. Lembre-se de clicar em “LEIA MAIS” para ler um texto completo. Sinta-se livre para nos enviar seus comentários!..

Texto do Leandro Soriano Marcolino:

“Saltou.

olá garotos nós vamos abrir um novo curso aqui no clube de salto ornamental amanhã vai ter uma aula gratuita venha experimentar nossa legal eu quero tentar isso garoto pule no trampolim e caia na almofada isso de novo agora vamos pular na cama elástica que divertido é mais legal que natação eu quero fazer esse curso deixa eu fazer pai por favor(…)” LEIA MAIS

 

Texto do Armando Alves Neto:

“O ano era 1944. Onze de dezembro de 1944. O lugar, Itália. Sessenta e três quilômetros a sudoeste da cidade de Bologna para ser mais exato. Hoje estou velho e minha memória fraca mal me permite recordar a roupa que usei ontem, mas, por alguma razão estranha, lembro-me daqueles dias passados como se os estivesse vivendo agora(…)” LEIA MAIS

Alienígena

Terceiro tema-desafio: “Alienígena”, proposto pelo Armando. Este foi um tema que deixou todos nós de cabelo em pé!.. Lembre-se de clicar em “LEIA MAIS” para ler um texto completo. Sinta-se livre para nos enviar seus comentários!..

Texto do Leandro Soriano Marcolino:

“Seja bem-vindo ao show
De culinária alienígena
Hoje vamos cozinhar
Abóbora CarnívoraCozinhe a abóbora
Com areia movediça
Mas vá com cuidado:
Ela come até cortiça

Tempere com leite
De bebê chorão
E um pouco de azeite
Curtido por um cão (…)” LEIA MAIS

 

Texto do Armando Alves Neto:

“Chia era o ser mais belo do universo. Eu nunca me cansava de admirar seus enormes olhos azuis, o corpo delgado e delicado, a barriga rígida e as pernas bem torneadas. Mesmo mal vestida e com as tranças desarrumadas, naqueles dias ela era um colírio para os meus olhos cansados. Estava deitada em uma cama improvisada de folhas que preparei para ela no meio de um aglomerado de arbustos. Achei que o local seria seguro de nossos perseguidores. Que bom que eu tinha razão. Nossa noite fora relativamente tranquila, a primeira em semanas, mas eu havia dormido muito pouco. (…)” LEIA MAIS

 

Texto do Vilar da Camara Neto:

“Há certos aborrecimentos do nosso cotidiano para os quais a gente nunca consegue se preparar. Abrir uma conta no banco, por exemplo. De véspera você confere a lista de documentos, por precaução leva duas cópias de cada (pediram uma), decide incluir a carteira de habilitação caso considerem vencida a sua identidade (que não tem data de validade), tira cópia de três comprovantes de residência porque cada um tem um erro diferente de grafia no endereço. E reza para que o gerente da vez não peça cópias autenticadas. Enfim, é entrando no banco com aquela papelada (diligentemente arrumada em uma pasta recém comprada só para esse fim) que você tem aquela sensação de que o verdadeiro embate ainda está por começar.(…)” LEIA MAIS

Peixe

Segundo tema-desafio: “Peixe”,  proposto pelo Erickson. Veja abaixo os nossos contos. Lembre-se de clicar em “LEIA MAIS” para ler um conto completo. Sinta-se livre para nos enviar seus comentários!

Conto do Vilar da Camara Neto:

“Aportei exultante. Em dois dias de pescaria solitária peguei um peixe grande, enorme para a espécie. Nessa hora a moçada deve estar no bar. Atraquei pensando no bafafá, o peixe realmente foi uma sorte danada, nunca pesquei nada igual. Precisava de uma câmera. Fui a pé até o bar, que era perto da marina. Lá estava a rapaziada, embalada no chope, fui sentando e enchendo a mão nos aperitivos. Já tinha entornado umas três ou quatro no barco pra sintonizar com o provável estado etílico em que encontraria a turma, acertei na sincronia. Nem quis saber qual era o assunto do momento. Interrompi a conversa e fui logo estrepitando o feito. A discussão pegou volume, outros frequentadores acabaram obrigados a ouvir. (…)” LEIA MAIS

 

Conto do Leandro Soriano Marcolino:

“- E você, Teófilo, o que quer ser quando crescer?- Eu quero ser um peixe.

A professora ficou estática. A sala, no mais completo silêncio. Até que finalmente ela esboçou um meio sorriso:

– Teófilo, meu querido, você não pode ser um peixe. Estamos falando de profissões, como bombeiro, policial, médico… Lembra do que discutimos, querido? Você tem que escolher alguma coisa assim, entendeu? (…)” LEIA MAIS

 

Conto do Armando Alves Neto:

“A última coisa que me restava era aquele peixe. Estava dentro do aquário de vidro, jogado em um canto, meio morto de fome. Há dias eu não sentia fome, mas lembrava de como isso era ruim. O pobre animal estava lá, movimentando-se de maneira lenta, letárgica, meio tonto, circulando seu espaço fechado sem objetivo. Assim como eu!

Aí meu Deus, como era triste o dia seguinte. Sobretudo pela manhã. Aquela ressaca que te queima por dentro, que retarda seus músculos e sacode o cérebro até te impedir de abrir os olhos. Mas, como poucos, eu tinha a plena consciência de que aquela reação física ao uso excessivo dos produtos não era a pior parte. O pior de tudo era a ressaca moral, o desejo de morrer na manhã seguinte, a vergonha de encarar as pessoas com os olhos vermelhos e o rosto esticado, que nem o peixe. (…)” LEIA MAIS

A Descoberta

Este é o primeiro tema-desafio do grupo: “A Descoberta”, proposto por Leandro. Veja abaixo os nossos contos. Lembre-se de clicar em “LEIA MAIS” para ler um conto completo. Sinta-se livre para nos enviar seus comentários!

Conto do Armando Alves Neto:

“— O que foi que você descobriu, Cob? — perguntou o jovem escudeiro. Instruído para ser meio cavalariço, meio sacerdote, Gerad sabia que devia tratar o bárbaro por senhor, mas após seis meses seguindo-o em suas andanças, o título virou Senhor Cobalt Brennier, depois apenas Senhor Brennier, Colbalt, e por fim, Cob de Ferro.— Eles estão lá, garoto. Acima das muretas de pedra. Próximo ao entroncamento do rio.

— Rio? — Gerad rebateu. — Não há rio nas terras altas. (…)” LEIA MAIS

 

Conto do Vilar da Camara Neto:

“A coisa toda começou com um trabalho que a professora passou para casa. Era uma entrevista, a lição já dizia quais eram as perguntas, que eu tinha que fazer com um comerciário. (Corri para o dicionário e acabei com a impressão de que isso é só um sinônimo pomposo pra “comerciante”.) Lembrei do tio Tenório, que nos visita sempre, e de ouvir ele falar às vezes alguma coisa sobre compras e vendas. Continue lendo A Descoberta

Um grupo de amigos, criando literatura